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sexta-feira, 6 de julho de 2012

MODO DE PRODUÇÃO ASIÁTICO



MODO DE PRODUÇÃO ASIÁTICO

O chamado modo de produção asiático caracteriza os primeiros Estados surgido no Oriente Próximo: Índia, China e África. A agricultura, base da economia desses Estados, era praticada por comunidades de camponeses pressos à terra, que não podiam abandonar seu local de trabalho e viviam ao regime de servidão coletiva. Todas as terras pertenciam ao Estado, representando pelas figuras do imperador, rei ou faraó que se apropriavam do excedente agrícola (produção que supera o consumo imediato), distribuindo-o entre a nobreza, formada por sacerdotes e guerreiros. Esse Estado, todo-poderoso, onde reis ou imperadores eram considerados verdadeiros deuses, intervinha diretamente no controle da produção. Nos períodos entre safras, era comum o deslocamento de grandes levas de trabalhadores (servos e escravos) para a construção de imensas obras públicas, principalmente canais de irrigação e monumentos. Esse tipo de poder, também denominada despotismo oriental, marcado pela formação de grandes comunidades agrícolas e pela apropriação de excedentes de produção, caracteriza a passagem das sociedades sem classes das primitivas comunidades pré-histórica para as sociedades de classes. Nestas, predominam a servidão entre explorados e exploradores, embora a propriedade privada ainda fosse pouco difundida. Guardadas as particularidades históricas, pode-se afirmar que os primeiros Estados do Oriente Próximo (egípcios, babilônicos, assírios, fenícios, hebreus, persas) desenvolveram esse tipo de sociedade. Por fim e resumidamente, a servidão coletiva era o modo de pagamento para o rei ou faraó pelas terras.

Por Prof. Marcos Nash


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